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COVID-19

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IKI Technologies Aposta Na Criação De Produtos Inclusivos

IKI Technologies aposta na criação de produtos inclusivos

A IKI Technologies tem como missão apoiar as pessoas com dificuldades visuais no seu dia a dia através da utilização de novas tecnologias. Em 2020, irá apostar na internacionalização do seu produto myEyes e desenvolver um novo equipamento para o consumidor final, o Kit for the Blind, que tem como objetivo aumentar a autonomia de pessoas com deficiência visual.

Cíntia Costa

A IKI Technologies é uma empresa de tecnologia que nasce da identificação de um problema: as pessoas com dificuldades visuais não conseguem ter uma vida autónoma, apesar de toda a tecnologia disponível atualmente. Assim, surge o produto myEyes®, que tem como objetivo a identificação de zonas adaptadas para pessoas com problemas de visão. É um sistema pioneiro através do qual o telemóvel fala com a pessoa em alta voz sempre que encontra um “evento”, isto é, uma coordenada GPS ou um Beacon, reproduzindo os textos previamente inseridos num robusto sistema existente na Cloud.

Em dezembro de 2019, o projeto myEyes ganhou uma Menção Honrosa do Prémio Inovação Tecnológica Eng.º Jaime Filipe, prémio anual que visa promover a invenção de equipamentos, instrumentos, utensílios e tecnologias que promovam a autonomia das pessoas com deficiência nos atos da vida diária, pessoal e social, que estimulem e prolonguem as suas capacidades físicas, cognitivas e sociais, e contribuam para uma maior qualidade de vida.

Recebeu também o prémio final do concurso Protechting 4.0, um programa de inovação aberto projetado para conectar as principais startups nas áreas de insurtech, fintech e healthtech a grandes empresas de sucesso, como a Fosun, a Fidelidade ou o Hospital da Luz Learning Health. Este projeto foi um dos 11 finalistas, e uma das 3 empresas portuguesas na fase final, num total de 392 projetos participantes. O prémio final consiste na implementação de um Piloto, na Luz Saúde em Carnide.

Este Piloto será um dos focos da IKI Technologies no primeiro trimestre de 2020, que tem como objetivo ligar o metro do Colombo até às Urgências do Hospital da Luz. Numa segunda fase, o myEyes irá ainda indicar onde se encontra o serviço de Oftalmologia e poderá mapear outras zonas do Hospital. “No Hospital da Luz gostávamos de medir o impacto real do nosso produto. Queremos saber, junto de cegos que frequentam o espaço, se melhorou o acesso ou não, e vamos medir estes KPIs para perceber qual o impacto”, explica Filipe Silva, fundador e CEO da myEyes.

menção honrosa eng Jaime Filipe
Menção Honrosa do Prémio Inovação Tecnológica Eng.º Jaime Filipe

Internacionalização em 2020

Outro projeto que irá ganhar dimensão nos próximos meses será o mapeamento da zona envolvente do Royal National Institute for Blind People (RNIB), em Londres. “Fizemos uma apresentação às pessoas responsáveis pela instituição, que tem 150 anos e atua na área de apoio às pessoas com alguma incapacidade visual ou cegas, e eles gostaram bastante da nossa solução. Acima de tudo, colocaram-nos uma série de desafios para saber se a nossa proposta ia ao encontro das necessidades reais e nós explicámos como estávamos a funcionar e como desenvolvemos a tecnologia”, revela Filipe.

Numa primeira fase, este projeto irá ligar a estação de comboio de St. Pancras e King’s Cross, que ficam a apenas alguns quarteirões de distância, e mapear a zona envolvente à própria RNIB para quem para lá se dirige. Já numa segunda fase, o objetivo será colocar alguns beacons nos autocarros que ajudem as pessoas com dificuldades visuais a chegar até ao espaço desta instituição. Se tudo correr bem, o projeto final será transformar uma pequena cidade no Reino Unido completamente compatível com pessoas cegas.

Ainda em Londres, a IKI Technologies irá apoiar o Museu Victoria e Alberto na preparação de uma exposição para cegos, com várias peças que podem ser tocadas e assim apreciadas por pessoas com dificuldades visuais. Este é um Museu com cerca de 12 quilómetros de galerias, um dos maiores do mundo, e que não encerra um tema único, mas sim um conjunto de mais de 4,5 milhões de peças de diferentes estilos e características.

myEyes colabora com RNIB
myEyes colabora com RNIB

Autonomia para cegos

Contudo, a principal aposta da IKI Tecnologies para 2020 será o desenvolvimento de um produto para o consumidor final: o Kit for the Blind. Trata-se de uma caixa com 3 beacons e a aplicação mobile, que tem um modo de funcionamento mais simplificado e permite uma programação autónoma da localização e mensagem a transmitir.

“É como se fosse uma bengala muito aumentada, que vai dar muita liberdade ao cego e fazer uma diferença brutal no seu dia-a-dia”, refere o CEO da empresa. O objetivo será que o cego coloque os 3 beacons em locais diferentes da sua casa ou do seu espaço de trabalho, com mensagens de voz que podem variar, para que se consiga orientar sozinho.

Em casa, por exemplo, poderá colocar um beacon no frigorifico e a mensagem indica o que tem para comer, ou colocar outro beacon no armário que indica onde estão as gravatas. “Pensamos que isto vai ser um produto que pode ser vendido à escala mundial”, remata.

Kit for the Blind by myEyes®
Kit for the Blind by myEyes®

Inclusão é palavra de ordem

“Neste momento a inclusão está em cima da mesa em todos os patamares, a inclusão e a sustentabilidade. E por outro lado estamos a viver mais, mas começamos a ficar com cataratas e outros problemas e não estamos a ser inclusivos o suficiente”, indica Filipe. Esta preocupação motivou a criação de uma parceria com a Accessible Portugal que tem como objetivo o desenvolvimento de um produto mais descritivo para ajudar idosos no seu dia-a-dia ou nas suas viagens autónomas a outras cidades do país.

“Precisamos de desenvolver tecnologia para o telemóvel que expliquem as coisas aos séniors e tornar-lhes o mundo mais inteligível. É esse estrategicamente o nosso grande desafio para este ano”, revela Filipe, que acrescenta que já estão a trabalhar com a Câmara Municipal de Alenquer nesse sentido e estão em conversações com outros municípios, como Nazaré, Matosinhos, Vila do Conde, Lourinhã, Faro, Loulé e Cascais, e outras entidades gestoras de espaços, como os Centros Comerciais Allegro, o Super Bock Arena e a Nova SBE.

A Vodafone é outro parceiro que lançou à IKI Tecnologies o desafio da criação de uma loja inclusiva, com orientação desde o metro ou outros transportes até ao espaço da loja e integração de várias tecnologias dentro da loja. A finalidade será depois replicar o conceito em todas as lojas Vodafone do país.

Por fim, a criação do iKi-LAB será outra das apostas da Iki Technologies em 2020. Este será um local onde a equipa irá testar as suas novas soluções com base em biomarcadores (equipamentos que indicam a presença e severidade de doenças), entre os quais Eletroencefalografia (EEG), que vão ajudar a melhorar os triggers de voz implementados no terreno. “Este desígnio é fundamental na continuação e melhoria do ecossistema informacional que construímos para as pessoas com incapacidade visual”, explica Filipe. “É isto que nos vai mover este ano: vamos focar no corporate e desenvolver o maior número de áreas possível”, conclui.

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